Oh, Mãeee!

QUANDO CHEGAS AOS 104 Kgs

Exactamente, e quando chegas aos 104 kgs? Eu, confesso, cheguei na última gravidez. Pasmem, abram a boca, assustem-se, mas é a mais pura das verdades. E ambas as gravidezes aumentei (em cada uma) 32 kgs… Foi surreal!!! E até escrevo este textos, mais como um alerta, do que por graça ou sentimento de “uau, que loucura”.

Quem engravida ou engravidou, sabe bem que o máximo de peso permitido (no normal, claro) são de 12 a 15 kgs e eu dupliquei esses valores. Tenho as minhas razões para isso ter acontecido, mas que de forma alguma servem como desculpa: calor de Fortaleza (Brasil, onde passei as gravidezes), falta de actividade física (e qualquer outro tipo de actividade) e pensar que “ah, depois eu emagreço”. Mas não devia ter pensado assim, não se pode pensar assim! A história de que estamos a alimentar um outro ser é verdade, mas ele precisa de nutrientes que nós, com uma alimentação normal e as vitaminas que tomamos, servem tranquilamente para o propósito. Mas eu exagerei bastante nas doses e no que comia.

Sempre fui formiga: doces sempre foram os meus melhores amigos, e abusei demaaaaaaaaiiiiisss, mas mesmo na fruta eu abusava (era capaz de comer um abacaxi inteiro e só parava porque a boca já estava queimada e doía bastante).

Fiz drenagens, massagens, pré-natal, tudo como manda “o figurino”, mas a partir do 5º ou 6º mês, tudo desequilibrava e eu entrava em máxima velocidade no descontrolo alimentar. E chegou a ser perigoso, porque sofri de pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial e que pode causar problemas no feto).

Ao sofrer deste diagnóstico, ambas as minhas filhas foram obrigadas a nascer ao fim das 37 semanas (pois era a única solução) e a Kyara teve mesmo que passar 8 horas na urgência neonatal a receber oxigénio.

Eu tinha um lema “quero é aproveitar a gravidez ao máximo e ser feliz”, mas houve “senãos”: as crianças foram obrigadas a nascer mais cedo de cesariana (as duas), o pós parto foi difícil e o emagrecer, ai o emagrecer, foi terrível, tanto que até hoje sofro muito com as mudanças do meu corpo e o efeito “iô iô”.

Por isso, meus amores, quando engravidarem, sejam também acompanhadas por um nutricionista e quem sabe, um psicólogo, porque existem muitas mulheres que têm a comida como uma satisfação emocional (eeeeuuuuzinha), e temos todas que aprender a lidar com isso, já que sem comida ninguém vive… certo?

The author: marta

" (...) tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna."

2 Comments

  • É muito quilo sim. Eu tive duas gravidezes. Na primeira, cheguei aos 52 kg, mas na segunda fui até aos 55. Achei demasiado e na segunda gravidez, demorei a mais a dimimuir o peso após o parto.
    Fora isso, correu tudo bem. eles eram pequenos mas com saúde.
    Gostei de a ler pois não conhecia este seu espaço.

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