Seni Vai De Viagem

WE ALWAYS HAVE PARIS…. parte II

Dia 2:

Pois é! Depois de uma boa noite de sono a descansar o corpo, sim, porque o primeiro dia foi cansativo por causa da viagem, passeio e tudo mais, assim que caí na cama foi um sonho! Acordo um pouco em sacrifício, com desejo de dormir mais umas horas, mas está na hora de um pequeno-almoço a valer, que na realidade foi mais um brunch! O hotel tem um pequeno-almoço fantástico, e adivinhem?! Encontrei por lá uma menina portuguesa a trabalhar no Hôtel Banke! É de conhecimento geral que existem imensos portugueses emigrados em França, particularmente em Paris, mas não tinha a noção da facilidade em encontrá-los: foi no hotel, nas lojas de roupa, nas boulangeries, etc.

Ópera Garnier

Saio do hotel em direcção ao Palais Garnier, para conhecer a tão famosa Ópera Garnier (construída pelo arquitecto Charles Garnier em 1875, em estilo neobarroco). Tenho por hábito comprar bilhete combinado (um bilhete válido para vários monumentos da cidade) que sai sempre mais em conta, mas dado o facto de a viagem não ter sido bem planeada e a falta de tempo para conseguir ver os monumentos mais a fundo, decidi comprar apenas o que conseguiria ver. A Ópera Garnier foi um deles, no valor de 12€. Mas valeu a pena, a Ópera é lindíssima, tanto por dentro como por fora, é tudo aquilo que vemos em fotos e mais alguma coisa!! A arquitectura é de uma mestria inigualável! Eu fiquei boquiaberta!

Mais que fotografias que vos possa apresentar encontrei um vídeo perfeito que em um minuto mostra a grandeza da Ópera!

Deslumbrados?! Agora imaginem o que é estar lá dentro! A única coisa que me deixou mais aquém, foi de facto o tecto interior da sala da Ópera com assinatura do pintor Marc Chagall. Ele foi convidado a substituir os frescos existentes na década de 60 e o resultado foi um tecto colorido e com uma pintura tão moderna, que parece um desenho de criança.

Vista e bem apreciada a Ópera, segui pela Avenue de l’Opéra em modo passeio activado e desci até ao famoso Musée du Louvre. Imponente! Não estava nada à espera, é gigante!! Ocupa uma área enorme e fiquei a pensar que talvez conseguisse ver o museu de cima a baixo se tivesse em Paris uma semana seguida, apenas e só dedicada, ao Louvre! Acabei só por apreciar, tirar umas fotos da praxe (não, não tirei  foto com o dedinho em cima da pirâmide, nem nada do género!) e siga para bingo!

Pont des Arts

Seguiu-se a aventura do Sena, isto é, caminhar junto ao Sena, em modo passeio novamente. Passei pelo Musée d’Orsay à distância de um Sena, o qual tive muita pena de não o conseguir visitar. Na caminhada tinha também o objectivo de conhecer as pontes de Paris, umas mais giras que outras, e a Pont des Arts, a famosa ponte dos cadeados, não a vi! A verdade é que eles em 2016 foram banidos, por razões de segurança e também estéticos: foram retiradas 45 toneladas de cadeados da ponte (45?! pois é, mega espanto!)!

Cheguei à Île de la Cité uma das duas pequenas ilhas no rio Sena, onde podemos encontrar vários pontos turísticos:

  • Catedral de Notre-Dame de Paris;
  • Hôtel-Dieu de Paris;
  • Conciergerie;
  • Sainte-Chapelle;
  • Palácio da Justiça;
  • Pont Neuf.

Confesso que o que me chamou mais a atenção foi de facto a Catedral de Notre-Dame de Paris, construída entre 1163-1345 em estilo gótico, e muito por culpa do escritor Vitor Hugo que me deixou bastante curiosa com a história O Corcunda de Notre-Dame.

Cathédrale Notre-Dame de Paris

Achei a catedral lindíssima, e por dentro um sonho, com um jogo de luzes brutal que faz com que sobressaia ainda mais a arquitectura interior da capela. Mas o exterior também não fica nada aquém! Sugiro que se dê a volta ao exterior da catedral para apreciarem os pináculos e gárgulas, a cabeceira da catedral e os seus arcobotantes, as torres de 69 metros de altura (não as subi, o tempo estava nublado) e as fachadas do transepto.

Bem, já estava a precisar de um descanso e de encher a barriga com algo para me dar força para continuar, por isso segui para a segunda ilha do Sena a Île Saint-Louis. Mais pequena, mas com um bairro mesmo giro, com lojas e espaços de restauração de não querer sair dali! É conhecida também por ter vários habitantes famosos ligados às ARTES, como o Charles Baudelaire (teórico da arte francesa), Georges Pompidou (Presidente da República Francesa), Jean-Claude Brialy (actor) e até o Chico Buarque (compositor e intérprete)!

Fui ao S’Regis e acho que foi o restaurante que mais amei em Paris, por todo o ambiente, recepção, decoração, gastronomia, atendimento, simpatia… e tudo mais!

Restaurante S’regis – Île Saint-Louis

Comi uma salada césar, muito boa, a melhor dos últimos tempos! Depois de ter “esticado as pernocas” voltei ao passeio, desta vez para ir até ao bairro Marais, mas apenas para apanhar o metro em Saint-Paul  até Trocadéro, um dos famosos miradouros da cidade e perfeito para apreciar a Torre Eiffel . Neste local podemos encontrar o  Palais de Chaillot que foi construído para a Exposição Internacional de Paris de 1937. De estrutura circular, alberga três museus e um teatro: do lado direito está o Musée de l’Homme e o Musée national de la Marine e do lado esquerdo está o Théâtre National de Chaillot. Prontíssima para tirar umas belas fotos, mas toingggg… imensa gente no miradouro, o que fez com que rapidamente desse meia volta e me dirigisse para a Torre Eiffel – torre treliça em ferro com 324 metros de altura (fica cerca de 15 centímetros maior no verão, devido à dilatação do ferro), localizada em Champ de Mars e construída por Gustave Eiffel para a Exposição Universal de 1889.

Tour Eiffel

Não tinha a noção, aliás a mínima noção da altura, largura ou da imponência desta obra!! Senti-me muitoooo pequenina!! O tempo nublado não ajudou e por isso preferi não subir à torre, já que não iria ver nada, ficando assim com mais tempo para conhecer as redondezas e fotografar um pouco (já perceberam que eu adorooo uma fotozinha né? ahahah). Deixei-me ficar até ao anoitecer para ver a torre iluminada e fica linda, vale muito a pena ver de dia e de noite, são atmosferas diferentes.

Já estava mais que morta, mas fui andando e andando, até achar um metro e meter-me a caminho da zona do meu hotel. Estava realmente exausta e já estava por tudo, só queria comer e dormir, por isso jantei num restaurante italiano perto do Hôtel Banke chamado Tivoli e… não tive uma agradável experiência, aliás poucos foram os restaurantes em que comi bem, mesmo fugindo das zonas turísticas, e os preços vão depender muito do que comem, mas achei um pouco acima da média (comparado com os preços em Portugal). Resumindo: preço elevado para baixa qualidade.

 

Banke Hôtel 5* Paris

Segui para o hotel, roubei imensas gomas da recepção e fui para o quarto. Ahahah, foi uma doce e descansada noite!

Agora também eu vou descansar, mas não acaba aquiiiii…. ainda tem a parte: WE ALWAYS HAVE PARIS…. parte III, para finalizar esta maravilhosa viagem por Paris!

 

Beijos, S.

 

 

 

The author: seni

"Enquanto muitos viajam para fugir, ela viaja para se encontrar, é como se os lugares conhecessem partes da alma dela, partes que ela ainda não conhecia."

1 Comment

  • Boa noite seni eu adoro Paris quando eu era criança fui muitas vezes a Paris com os meu país e meu irmão e ainda me lembro de entrar na torre Eiffel e magnífica passagem ainda tenho fotografias ,destes tempos . Bjs

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