Seni Vai De Viagem

WE ALWAYS HAVE PARIS…. parte I

Arco do Triunfo

Fevereiro foi o mês escolhido para ir à capital francesa, uma das cidades mais apetecidas, e eu como wanderlust não podia falhar esta!

A época é gelada, é verdade, e logo no dia de chegada começou a nevar! Fiquei quatro dias e três noites em Paris: partida de Lisboa a uma sexta-feira e retorno a uma segunda-feira. Mas apesar do frio queria era aproveitar ao máximo, embora não tivesse muito tempo, andei sempre a correr, penso que fui aos locais mais importantes, mas faltava-me mais quinze dias para conhecer a cidade que tem tanto de linda, como de enorme!!

DIA 1:

Entrada Hôtel Banke

Chegada a Paris, ao Aeroporto de Paris-Orly (o mais perto da cidade), ainda estive 1h15m dentro do bus que nos leva à cidade, com chegada na Place Charles de Gaulle, junto ao Arc de Triomphe (magnífica obra!), apanhei o metro, o destino seria a Rue la Fayette, Hotel Banke, que fica mesmo junto das famosas Galeries Lafayette e ao Palais Garnier, ou Ópera Garnier, (boa localização, central, para monumentos e compras também). Chegada ao majestoso hotel, que em tempos foi um banco suíço, tempo de deixar as malas e partir para a descoberta! Acho que esta foi a única viagem que fiz sem grandes programações, definições e fora dos budgets mais acessíveis, era andar e ir vendo. A conselho da simpática recepcionista (o Hotel Banke está de parabéns pela simpatia do staff!), dirigi-me a Montmartre, bairro boémio giríssimo, com lojas, boutiques, boulangeries lindíssimas e no caminho encontrei a Église de la Sainte-Trinité, imponente!

Restaurante Josefin – Hôtel Banke

Mas não consegui visitar o seu interior com pena minha! Continuando na subida de Montmartre, encontrei o Moulin Rouge que, pessoal… não é nada giro durante o dia, e fica numa zona do bairro meio estranha, não é muito bonito. Há sex-shops por todo o lado e casas de espetáculo de strip, etc. Não achei bonito, não pelo que lá se pratica, mas pela falta de glamour que o bairro tem nesta zona, fiquei mesmo decepcionada, mas talvez durante a noite até fosse giro, mas infelizmente não tive oportunidade de o ver durante a noite.

Montra Pâtisserie

Entretanto dirigi-me à Sacré-Coeur, basílica lindíssima exterior e interiormente com uma esplêndida vista sobre Paris! Até lá fiz uma caminhada pelo bairro Montmartre (saindo da zona do Moulin Rouge, o bairro renasce), que a partir de 1860 com a ligação à cidade transformou-se no ponto de encontro de intelectuais e artistas, como alguns pintores Degas, Cézane, Monet, Van Gogh, Henri de Toulouse-Lautrec entre outros, e também por uma animada vida nocturna (a tal zona do Moulin Rouge).

Fentre . Basilique du Sacré-Coeur

As ruas ganham outro encanto com boutiques, cafés fantásticos, que só me faz pensar, é isto que falta a Lisboa! Embora eu seja uma apaixonada por Lisboa, Paris tem outro encanto é mais pomposo de certa maneira!

Macarons Ladurée

Cheguei à Sacré-Coeur (séc. XIX), com inspiração arquitectónica romana e bizantina e que imponência de mármore! Linda, linda! Com Paris a seus pés, é o ponto mais alto da cidade! Fiquei abismada e de telemóvel e GoPro em punho lá fui eu correr para fotografar tudo o que podia e conseguia.

Com o frio e neve foi tempo de voltar à localização do hotel e ir explorando as ruas, as lojas, e tudo mais. Fui em direcção à L’église de la Madeleine que estava semi-coberta com um anúncio enorme da Calvin Klein, Paris e moda, são companheiros em todo o lado, e caminhei até à Place Vendôme (praça conhecida por ter lojas de luxo, local agradável e com uma arquitectura bonita), isto tudo em busca dos famosos macarons da Maison Ladurée. Encontrada a loja, com uma decoração super gira, as cores, os cheiros, tudo, voltei ao passeio, e encontrei a famosa Maison Goyard, com as suas malas lindíssimas! Passei pela La Galerie Vivienne mas infelizmente, já se encontrava encerrada.

L’église de la Madeleine (traseiras)

Decidi voltar para as redondezas do hotel e ao chegar junto das Galeries Lafayette, decidi entrar! Mais um mundo por descobrir, galerias lindas de morrer, com um interior trabalhado que nos faz entrar noutra dimensão, onde se podem encontrar todas as marcas de luxo, em três edifícios distintos.

Entrada . Maison Goyard

Jantei perto das Galerias no asiático Mian Fan (decoração, ambiente e cozinha muito agradáveis!). De barriga cheia, dei uma volta pelas redondezas onde pude apreciar a vista nocturna da Ópera Garnier, e regressei ao hotel para o merecido descanso!

Ópera Garnier . noite

 

E assim acabou o primeiro dia, mas não vos deixo por aqui… haverá a continuação da viagem em novo post, porque estes três dias de viagem têm muito para contar!….

The author: seni

"Enquanto muitos viajam para fugir, ela viaja para se encontrar, é como se os lugares conhecessem partes da alma dela, partes que ela ainda não conhecia."

2 Comments

  • Ai Paris, Paris… Uma cidade fantástica a visitar, com família, amigos, com “o tal” ou simplesmente sozinha( confesso que aí está algo que nunca fiz, viajar sozinha, por alguns receios, falta de coragem… Mas um dia destes lá vou eu)!
    A Paris voltarei com toda a certeza; aliás ao ler o teu texto transportei-me para lá… Obrigada!
    Beijinhos

    • É de facto uma cidade lindíssima! Marta, experimente viajar sozinha! É muito bom! Gosto de viajar acompanhada, mas ultimamente também o comecei a fazer sozinha, e é muito giro, libertador até! Pode ir onde quiser fazer o que quiser e sem as pressões do “temos que ir ali”, “estamos a ficar sem tempo”, estou cansada/o, quero ir para o hotel”, às vezes é bom! E também para sermos auto-suficientes. Beijinhos!

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